Bater asas no desconhecido

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Tenho lembranças de como desejei e planejei um futuro que parecia tão distante aos 12 anos. Metade das coisas que acreditei estar vivendo hoje ainda não se concretizaram, mas todo o resto aconteceu sem que eu precisasse planejar coisa alguma. Sou grata por toda realização não planejada que aconteceu em minha vida, por todas as vezes que mesmo sem eu sonhar, Deus me concedeu milagres. Eu ainda acredito em milagres, nas pessoas, no amor. Uma pena que ao mesmo tempo que crescer nos encha de possibilidades, apague sem timidez alguns encantos juvenis. Meus dois pés vivem 99% do tempo colados ao chão, segurando firme o meu coração em um terreno seguro. Sou feroz, intensa, chata e as vezes até grossa, mas na mesma medida transparente, honesta e verdadeira. Não carrego segredos, costumo aceitar minhas escolhas sem grandes pesares. Aprendi a me arrepender e continuar vivendo, porque aprendi a recomeçar, me recriar, me transformar. Eu aprendi a pedi perdão. Os anos trazem a alma leveza, sem necessidade de tanto imediatismo, sem necessidade que a vida aconteça ontem. A gente se aceita. Do jeito que é. E passa a celebrar com gosto saudoso a vida, a gente admite o inevitável, deixa de ciscar o chão batido, pra bater asas no desconhecido.

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