Respirar vazios

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Eu aprendi que o pulso de um poeta tem que escrever no ritmo do coração. E sentir e imaginar e viver. Aprendi que sonhar não requer esforço, requer paixão. Colocar um pé na frente do outro não é amar a vida. Aprendi que os que amam demais e em excesso não são fracos, mas vazios de si mesmos. Aprendi que é legal mudar a cor do cabelo, das unhas, a maneira de se vestir. Mas aprendi também que todo mundo tem que parar uma vez na vida, respirar fundo, repensar sua história. Parar. Tem um momento que a gente precisa se esvaziar dos outros e com leveza fechar o coração. É preciso respirar sempre e muito nossos sonhos, nossos medos, nossas esperanças. Plenitude é esse sentimento solitário que nos completa, que nos acalma e deixa a vida fluir sem certezas. Porque a gente passa a deixar a vida fluir. Sem exigências, sem pressa, sem medo, sem proibições. A gente aceita que não tem o controle da vida, e respira, tranquilo, os vazios.

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