Pular no abismo

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Depois de muito tempo permitindo meu coração sofrer, a vida me coloca de frente pro abismo: “ou você pula ou desiste e vai ficar para sempre parada onde esta”, ela me diz. “Para sempre parada onde esta”. Repenso. E  por que não se jogar? Libertar os medos, curtir o vento bater no rosto num voo ao ar livre. Sempre me culpei demais pelas coisas que não deram certo, me agarrei a pessoas como se só o amor delas fosse me fazer feliz, mas vi cada um desses “amores” arrumar as malas e partir quando eu não “coube” no sonho perfeito. Quando errei, quando me fiz humana. E nenhum desses “amores”, se fez amor quando precisei ser perdoada. Uma pena.

Talvez, vá lá saber, algumas coisas simplesmente não são para ser. Ou melhor, era pra ser como foi. Veio cumprir um papel, nos ensinar algo e partir. Mas acredito que pra isso ainda possa existir respeito. Onde as pessoas esperam as ausências, onde dão o tempo necessário para os sentimentos (e porque não ,dores) adormecerem. Antes de darem mais um passo e esfregarem uma felicidade nada contida na cara de um coração machucado.

Desejo que meu coração consiga se perdoar acima de tudo. Se encarar, recolher os cacos, se dar uma nova chance. Pular no abismo.

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