um pouco mais de paciência

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Realmente paciência nunca foi meu dom. Engolir as emoções, esperar para brigar amanhã, esperar a poeira baixar. Há quem chame isso de falta de equilíbrio emocional, pode até ser, vai saber.  Não nasci pra levar a vida com a barriga e “dar um tempo” para ver o que acontece. Eu quebro as regras, enfio os pés pelas mãos, grito, choro, digo o que sinto, o que vivo, ralo o peito no concreto. Mas não vivo de “agoras” com amor a conta gotas. 

“Amor pequeno é covardia.” Carpinejar

Preciso de um pouco mais de paciência, para ver a flor brotar no barro. Estou preparando a casa, abrindo as janelas, mas ainda não sei o que fazer com os silêncios que ficaram mais longos que de costume.

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Florescer

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“O segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você.” Mário Quintana

O que aprendi depois de tudo é que essa frase, usada por muitos como um consolo cheio de verdade, é um clichê mal aproveitado. Na verdade vai estar no mural de 92% das pessoas que partiram seu coração e estão em processo de reconstrução.  O que não é tão mal. Mas o que as pessoas não aprenderam, depois de tudo, é que não adianta atrair borboletas para encarcerá-las numa estufa. Um jardim bonito, mas que não lhe da a opção de outras paisagens.  

Meu jardim por vezes virou estufa com o passar do tempo e minhas borboletas murcharam todas, antes mesmo da primavera acabar. Não foi por maldade, mas talvez por ingenuidade e medo. Essas borboletas tão lindas no meu jardim que eu não as queria perder nunca. Mas não entendia que ao deixá-las na estufa eu também as estava perdendo. Sufocando pouco a pouco e acabando com seu ar radiante. E por mais que eu as oferecesse minhas melhores flores o que elas queriam era sair dali. 

Só mais tarde entendi que elas não queriam fugir de mim, precisavam apenas de luz, precisavam exercitar as asas, trazer pólen novo para casa, para que as minhas flores ficassem mais bonitas.  Dá para acreditar? Queriam ter apenas um jardim mais bonito.

Desde então minha estufa se desfez e virou um jardim de portas abertas. Não aprisiono borboletas, deixo que elas voem. Se forem minhas nunca voarão para tão longe, nunca esquecerão o caminho de casa.  E sempre trarão pólen novinho, para que eu floresça, junto com minhas flores. 

Alma sem esconderijos

 

Untitled | via Facebook

 

Sou uma alma de peito aberto, não guardo segredos antigos, não preciso que desvendem meus mistérios, estes não existem. Antes de tudo minha alma esta lavada de esconderijos para este tipo de coisas. Tenho um coração que escreve mais que minhas mãos, pois aprendi a escrever depois que aprendi a amar. Nunca dei chance a ninguém de me fazer feliz, porque eu sempre tive um compromisso comigo mesma de me dar quantas chances fossem preciso para eu mesma me fazer feliz. Escrevi uma carta de amor e desejei como se fosse a coisa mais importante do mundo “que seja leve, que seja leve…”.

Aprendi que na verdade o que se precisa para a vida é estar em paz com Deus. Pessoas fazem parte do ciclo da vida, a família vai ficar, independente de quanto tempo passe e do quanto façam você chorar. Paixões não serão eternas e até encontrar o amor verdadeiro, muitos ficarão pelo caminho. A lição que aprendi é: seja sempre você, tenha princípios, não mude de opinião como quem troca de roupa para agradar alguém. Na hora certa, suas verdades, princípios e desejos baterão de frente com as mesmas verdades, princípios e desejos de outro alguém. Por isso não tente fazer ninguém caber nas suas expectativas, não molde atitudes. No máximo você estará atrasando seu verdadeiro amor chegar.

E sempre escrevo sobre leveza e do como tentar controlar alguém só afasta esse tal alguém. Na verdade se existem desejos diferentes, não existe um futuro lado a lado. E é uma pena só pararmos para refletir quando estamos tristes, quando não temos o que queremos e o peito, por qualquer besteira, dói.

“Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto  atrás. não aposto em jogo de cartas marcadas. Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços e sinto falta de uma tatuagem. Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução. Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva…” Martha Medeiros