não escrevendo frases

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Ninguém vai perceber minha ausência depois que eu tiver meu coração partido, porque eu não vou sumir. Eu vou continuar onde sempre estive. Não vou escrever frases como quem usa alfinetes para marcar uma roupa. Posso de repente deixar escapar uma ou duas palavras sobre minha tristeza, mesmo que essa tristeza venha com um pouco de raiva, porque mesmo com tristeza e raiva posso, ainda assim, estar bem. As pessoas tem essa mania de querer generalizar os sentimentos. Porque esta triste, não pode estar bem. Porque se esta feliz não pode questionar a vida. A vida é mais do que colocar um pé na frente do outro, levantar pela manhã e ir dormir a noite. Quantas noites ficamos acordados e foram noites maravilhosas? Quantas manhãs dormindo por preguiça de acordar? As vezes se tem preguiça de acordar, de levar um ou dois empurrões da vida, as vezes estamos em paz.

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Últimos encontros

arquivo próprio
A gente vive pensando que a última vez que vamos encontrar alguém é apenas quando falamos em morte. Existem outras tantas vezes que deixamos nossa última marca na vida de alguém apenas porque não a vimos mais, o destino levou. Foi numa festa em que mal nos falamos, no teatro ao acaso, no Shopping as pressas. Foi depois de uma briga, antes da mudança, depois do acidente, antes do novo emprego. Falamos pela última vez quase todos os dias com alguém. Não existe um dia em que temos que deixar uma marca especial, ser especial não tem dia. Marcar a vida de alguém não prevê um momento. É pra sempre.

erradas escolhas certas

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Eu queria  ser advogada, acabei me tornando engenheira, queria ir no pscicólogo, acabei escrevendo num blog. Terminei me encontrando de maneiras que eu não esperava, e me perdendo de maneiras já conhecidas. Eu errei por colocar amor demais em tudo, e acertei por, mesmo que tarde, escutar meu coração. Eu escrevi errado na vida certinha dos outros, e ralei meu coração por querer caber em situações que não me perteciam. Eu quis encontrar a minha história, por isso me perdi na dos outros. Agora entendo que não foi por escolher o amor que errei, foi a ansiedade que eu trouxe em querer acertar, ter algo, ser algo, pertecer a alguém. Não fui fiel as minha convicções, desviei o caminho. E cá pra nós não tem atalho pra felicidade, pra vida. Não existe tempo certo, idade prevista. Existe de uma forma óbvia (e mágica, porque não?) a vida da gente, o momento certo da gente. As flores não desabrocham todas no mesmo dia, são longos 03 meses de muitos “desabrochar”. Uns nos primeiros dias, outros só ficam “prontos” perto do verão, quando o sol chama e aquece aquele brotinho preguiçoso. Talvez, muitos de nós desabrochem no momento certo e enfeitem corações no início da primavera, outros (assim como eu) precisam aquecer o brotinho preguiçoso. Não existe regra, não existe o certo. A vida surpreende.