nascida pro amor

Tudo bem eu as vezes querer ser tão livre e por conta disso agir sem pensar nas consequências. Tudo bem eu querer ser inconsequênte e fingir que sou moderna e desprendida de apego. Mas então depois de pucos dias, toda minha liberdade exacerbada vira um coração apertado, uma consciência nem de longe leve. E eu me apaixono. E ando cansada desse passo. Desse eterno impulso nas mãos e nos gestos. É assim mesmo que tem que ser e um dia alguém se encaixa na nossa confusão? E um dia alguém se encaixa na nossa solidão fingida de liberdade? Nas nossas festas vazias, na incerteza de um próximo encontro? E todos os meus textos, sobre como quando as coisas tem que ser acontecem, e sobre a pessoa leve que sou e que acredita no amanhã e no destino, vem ao chão. E todas as minhas teorias de liberdade e “eu posso fazer isso sozinha” também. E eu me apaixono, e estrago tudo mesmo. Uma pena eu ter nascido com o coração maior que a vontade de ser livre.

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