sobre as coisas que são para ser

Acredito na levesa das coisas que tem que ser, por isso, a ansiedade que já consumiu meu peito um dia, agora dorme profundamente. Porque de tão simples, as vezes sou muito direta e o amor gosta de arrudeios, já percebi. Então não agarro as pessoas para que elas fiquem, deixo-as livres para voltarem, se quiserem. Mas lembro que meu coração não é um albergue que entra quem quer, na hora que quer. Quem vai, corre o risco de quando voltar, além da ausência, não existir mais nada.
A vida tem um jeito lindo de sarar as feridas e cicatrizar corações. Acho que mais do que isso, a vida tem um jeito lindo de mostrar que Deus está sempre escrevendo certo, por linhas certas. Ele não erra. Hoje acredito que estou sempre no lugar certo, na hora certa, não existe “e se eu”, não tento mais encontrar ninguém na multidão, não vou contra a correnteza, pelo contrário, relaxo. E descobri que de uma maneira mágica a vida me leva sempre para onde eu deveria estar, quando estou em sintonia comigo mesma e com as pessoas ao meu redor. Eu não posso mais lutar contra o destino, contra a vida, contra Deus. E admito, estou a mercê do tempo, porque agora ele é meu melhor amigo.
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Um momento

Sinto falta de vir aqui e escrever sobre tudo que sinto, mas ultimamente não tem sobrado tempo para sentir as coisas. É uma pena, e me dói. Porque o sentir me faz refletir sobre a vida e o escrever me aproxima das minhas verdades. E as vezes, quando não se reflete sobre a vida, terminamos nos atropelando, ou atropelando os outros e algumas de nossas certezas. Me distanciei de mim mesma, é a mais pura verdade. Faltou contato, sintonia e proximidade. E terminei sendo levada. Não assumo um papel de vítima diante das minhas escolhas, ou dos meus erros. Antes de tudo assumo o que sou e o que não sou. Um momento não traduz uma vida inteira, um trailler não conta o filme todo.